Com o passar do tempo, os curtumes com prioridade em curtimento vegetal demonstraram mais interesse no processo, principalmente aqueles direcionados à fabricação de couro para solados. Porém, a partir do final dos anos 90, a indústria automotiva européia começou a impulsionar o couro wet white para ser curtido em extrato vegetal e buscando cada vez mais a retirada do sulfato de cromo do processo industrial. Em 2000, os donos de curtumes da União Européia passaram a ouvir boatos de novas leis ainda mais severas contra o emprego do cromo nos couros para estofamento dos carros produzidos na União Européia. Continuam na expectativa quanto à aprovação, até o começo de 2006, de uma lei obrigando as montadoras a recolherem os carros trocados por modelos novos, para incinerar as peças não recicláveis.
A vida média de um automóvel na Europa é de oito anos. Como os carros naquele continente são baratos, o mercado de segunda mão praticamente inexiste. Quando um consumidor adquire um veículo, simplesmente abandona o antigo em qualquer lugar, mas isso vem sendo coibido pela legislação, a qual cada vez mais compromete os fabricantes com o desmanche, o descarte e a solução ambiental de cada peça e componente. Caso a nova lei entre em vigor, ao comprar um carro novo o consumidor deverá entregar o antigo para o fabricante desmanchar. E, se existe uma substância que ninguém quer ver incinerada e presente na atmosfera européia, são os sais de cromo.
Um comentário:
Colega
Pena que nõ seja nossa realidade, não é mesmo!!!
Já se imaginou alguém no Brasil descartando um carro assim?
É outra realidade
rosangela
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